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Forró Universitário

Forró Universitário

No distante passado, havia em muitas cidades nordestinas os chamados “forrobodós”, que eram, segundo o pesquisador Câmara Cascudo, “bailes ordinários e sem etiqueta”, também conhecidos como arrasta-pé, bate-chinela ou fobó. Nesses bailes, tocava tudo quanto era música regional, como baião, coco, xaxado, xote, entre outras, sempre ao som de uma sanfona de oito baixos. Forró é, como deu para deduzir, corruptela de “forrobodó”.

Quando começou a migração de grande número de nordestinos para o sul do país, começaram a surgir várias casas de forró nas periferias das capitais. No início, eram para a diversão dos nordestinos que buscavam uma vida melhor longe de casa. Depois de um tempo, acabou virando moda entre os jovens mais abastados (ou “abestados”, dependendo do ponto de vista).

 

O forró, além de gostoso de ouvir, é muito bom para dançar. Existem dois “estilos”, normalmente chamados de forró nordestino (o tradicional, encontrado principalmente nas casas de forró do Nordeste) e forró universitário (que tem mais evoluções e costuma ser o preferido nas aulas de dança de salão do Sul e Sudeste).

O forró nordestino tem mais sensualidade, com o casal dançando bem juntinho. Já o forró universitário mantém essa característica em boa parte dos passos, mas também incorporou elementos de outras danças e diversas figuras abertas (aqueles passos em que o casal não está necessariamente “agarradinho”).

Como o forró não é exatamente um gênero musical, mas a união de vários gêneros, é possível dançar de forma lenta (ao som do xote, por exemplo) ou mais rápido (arrasta-pé, baião e coco, para citar alguns). (Fonte : http://www.papodegordo.com.br)